Il rock maledetto di Cássia Eller
Omosessuale dichiarata, dagli atteggiamenti mascolini, conviveva con la compagna Maria Eugênia Vieira Martins, che la aiutava a crescere il figlio Francisco. Consumatrice di alcool, cocaina, ed amante degli eccessi. Anticonformista. Ma soprattutto una delle più marcanti interpreti del rock brasiliano, grazie al suo eclettismo e a una voce sui generis, ove prevalevano le basse tonalità.
Un grande talento delle música popular brasileira nel senso più ampio del termine, evidente più che mai quando ripercorreva le sonorità e le orme dei suoi modelli artistici: da Cazuza a Renato Russo, da Nando Reis ai Mutantes. Compose solo due canzoni, e preferiva esibirsi sul palco piuttosto che chiudersi in sala di registrazione.
Se fosse ancora viva, avrebbe quarantacinque anni, ma un arresto cardiocircolatorio l’ha strappata alla vita a soli trentanove. Era il dicembre del 2001, e gli organi di stampa indicarono come unica causa del decesso l’overdose di cocaina. Un’inchiesta giudiziaria ha più tardi escluso che questa sia stata la causa diretta della morte, parlando di un attacco di stress che avrebbe colpito un organismo già provato dall’abuso di droghe.
Più in basso v’invitiamo a leggere il testo del brano Malandragem: scritto da Cazuza e Frejat, rappresenta senz’altro la più nota interpretazione di Cássia Eller. (A questo link troverete il videoclip con la versione acustica, ndr).
«Malandragem
Quem sabe eu ainda sou uma garotinha.
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha…
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má…
Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar…
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar…
Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira…
Eu ando nas ruas
Eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar…
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar…
Eu ando nas ruas
Eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar…
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!».
(Francesco Giappichini).

