Diogo Mainardi e i pianti di Lula
Facendo una ricerca in rete ci siamo imbattuti in un articolo risalente esattamente a 5 anni fa: é datato 21 dicembre 2002. E non é un articolo come gli altri, in quanto l’autore é nientepopodimenoché Diogo Mainardi, scrittore, giornalista, editorialista del settimanale Veja, e comunque una delle menti piú raffinate, dissacranti, polemiche, iconoclaste ed anti-convenzionali del Brasile attuale.
Tra l’altro anche il nostro portale ebbe la fortuna, qualche anno fa d’intervistarlo. Il pezzo, che potrete leggere al seguente link, fa previsioni assolutamente negative sul presidente Luis Inácio Lula da Silva ed il suo governo. Pronostici funerei che tuttavia, pur con tutti i problemi che il Brasile continua ad avere, sono stati assolutamente disattesi.
Il titolo «Lula piange, ma chi soffre sono io» é ricalcato sul testo (scritto tra l’altro da Roberto Carlos, ndr) di un gradevole brano cantato dalla coppia sertaneja Bruno e Marrone. E il filo conduttore di quanto segue é univoco: Lula (ma anche il suo entourage) é un gran piagnone (nella foto il presidente che piange), e se piange adesso per banali motivi, ci si immagini cosa fará dopo che avrá portato il Paese alla completa rovina.
Il Brasile di 5 anni dopo peró non é affatto alla rovina: almeno quella prefigurata da Mainardi, e caratterizzata da iperinflazione e ipersvalutazione. Tutto l’opposto, caro il nostro Mainardi. A questo punto per augurarvi buon Natale vi lasciamo al testo del brano cui abbiamo accennato, ed al suo ascolto al seguente link.
Ci pare infatti natalizio al punto giusto, sempreché per atmosfera natalizia s’intenda quella che si respira nel torrido sertão.
«Dizem que um homem não deve chorar
Quando te perdi
Não compreendi
Tua ingratidão
Fiquei a chorar
Sem me conformar
Com a solidão
A nossa casinha na beira da linha tão triste ficou
Só o teu perfume fazendo ciúme foi o que restou
Teu procedimento me fez infeliz
Deixando em meu peito uma cicatriz
Ao te ver de braços com um outro amor
Nao sei como pude suportar a dor
Eu sei que um homem não deve chorar
Por uma mulher que o abandonar
Mas acreditando nos carinhos teus
Com o desengano quem chorou fui eu
Hoje faz um ano
E o desengano
E a solidão
Tiveram um fim
Ao chegar pra mim
Nova ilusão
No jardim do amor uma nova flor veio florecer
Trazendo mudanca e nova esperança para o meu viver
Dizem que há males que vêm para bem
Um amor se vai e outro logo vem
Como não há mal que não tenha fim
O que me fizestes foi um bem pra mim
Não venho pedir, não venho implorar
Venho aqui somente para te contar
Que não interessa mais o seu amor
Pois tenho comigo uma nova flor
Eu sei que um homem não deve chorar
Por uma mulher que o abandonar
Mas acreditando nos carinhos teus
Com o desengano quem chorou fui eu».
(Francesco Giappichini).

