B r a s i l i a n d o

Il Brasile giorno per giorno (Gruppo “Musibrasil”)

Una storia d’amore brasiliana

                                           

Non é il 12 giugno, giorno della festa degli innamorati brasiliani, né il 14 febbraio, festa degli innamorati nel resto del mondo. Ma il blog Brasiliando ha deciso comunque, proprio oggi, di omaggiare il sentimento dei sentimenti, l’amore, specie quello italo-brasiliano. E lo fa proponendovi uno storico brano del mitico gruppo Legião Urbana, Eduardo e Mônica, che potete ascoltare gratis, cliccando qui, attraverso il sito You Tube.

Fu inserito in Dois, secondo album della rock band di Renato Russo, datato luglio 1986. Si trattó all’epoca d’un grande successo, anche se gli addetti ai lavori considerarono questa canzone “difficile”, per via della manacanza del cosiddetto refrain. La storia che si racconta esalta il principio al cuor non si comanda e nello stesso tempo la femminilitá, visto che l’evoluta e saggia Mônica s’innamora dell’alienato ed incosciente Eduardo… 

Vi lasciamo comunque alla lettura del testo e soprattutto all’ascolto!

Eduardo E Mônica

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
Noutro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não tou legal, não agüento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema “escola, cinema, clube, televisão”

E, mesmo com tudo diferente
Veio neles, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

(Francesco Giappichini).

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